A vida num coven

A vida num coven

A VIDA NUM COVEM

A wicca tem várias tradições e por isso os covens, que geralmente têm no máximo 13 pessoas, seguem uma filosofia básica, mas podem ter atuações diferentes. Em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, o casal Angélica e Mário Martinez são, respectivamente, sacerdotisa e sacerdote do coven Ceridween (nome de uma deusa celta), fundado há dois anos. Martinez tem formação de publicitário, trabalha numa grande empresa e costuma ser discreto sobre sua religião. Angélica é gerente de um banco.

“No grupo, a sacerdotisa orienta as pessoas, ameniza conflitos e conduz os rituais”, explica Angélica. Gaúcha, ela foi criada na religião espírita e conheceu Mário há sete anos no dia 31 de outubro, o Ano-Novo das bruxas, numa festa de Halloween. “Mário não me contou logo sobre a bruxaria, mas às vezes me fazia perguntas estranhas e eu achava que ele era meio maluco”, conta a sacerdotisa, que depois acabou atraindo toda a família para a nova religião. Para Angélica, a wicca representou o aumento da percepção e da feminilidade. A religião da deusa não vê heresia na vaidade feminina. “A natureza é bela e eu faço parte dela. Cuidar do meu corpo e me enfeitar é uma forma de reverenciá-la”, acredita.

 Martinez,o bruxo sacerdote, tem 47 anos mas aparenta muito menos. “Lidar com energia revitaliza. A maioria dos bruxos não aparenta a idade que tem”, justifica. Nascido na Espanha, foi introduzido na bruxaria pelo avô e iniciado por uma sacerdotisa inglesa, com apenas 17 anos. Em 1970, fundou um coven que durou cinco anos. Depois os membros se dispersaram e ele pulou de coven em coven até fundar o atual. O que dificulta o trabalho em grupo, segundo Martinez, é a resistência das pessoas em enfrentar seus aspectos negativos. “Um coven é como uma família. Tem que haver confiança, união e amor para que as pessoas possam expor seus problemas e encarar sua própria violência, inveja e neuroses. São facetas que todo mundo tem, mesmo sem consciência, mas é possível transcendê-las com exercícios mentais e meditações. Ou se enfrenta e resolve os problemas, ou o trabalho não evolui”, explica.

No ritual, o casal de sacerdotes Angélica e Mário Martinez usam o athame, punhal que canaliza energia para o grupo.
Os membros celebram tomando vinho, símbolo do sangue divino

 

 

 

 

 

 

 

Uma resposta para “A vida num coven

  1. Como eu entendo essa ideia. Como coven, devemos funcionar como uma família: apoiando, ouvindo, ajudando, aconselhando, puxando as orelhas quando necessário… os problemas a sério começam quando a ajuda, preocupação e conselhos, são vistos como invasão, autoridade desnecessária e prepotência… é preciso cimentar a Confiança e o Respeito. Fazer do laço entre os elementos uma amizade constante todos os dias, consistente e presente quer nas reuniões e festivais como no quotidiano. A nossa responsabilidade quando partimos de uma fé que nos diz que nunca estamos sozinhos e que os Deuses olham por nós sempre, dá-nos alento e uma compreensão mais profunda no que toca às pessoas que são postas no nosso caminho. Daí que o compromisso seja tão delicado e exija tanta dedicação. o que sentimos dentro de um circulo é tão infinito e transcendente de emoção, que o grupo consegue comungar de uma ligação especial e íntima. Este é o nosso potencial verdadeiro. E somos humanos! Daí que tenhamos que lidar com todo o tipo de stresses. Trazemos stresses do trabalho, do estágio, da faculdade, de casa, do namoro… Aprendemos a lembrar uns aos outros as mil e uma formas de purificação no banho, das misturas de ervas para manter a paciência e energia, daquela prece para a concentração num exame… Tudo isto faz parte. e tudo isto é único e recompensador quando nos predispomos a lutar pelo nosso propósito de honrar o Amor chamado Deusa e chamado Deus, as ancestrais forças chamadas Terra, Ar, Fogo e Água, a alegria da união entre as almas que procuram a casa nos olhos das pessoas que conhecemos nesta ou já noutras vidas. E vale a pena.*

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