Aprendiz de feiticeira

APRENDIZ DE FEITICEIRA

Aprendiz de feiticeira

A bruxa Leny Alves mostra o pentáculo com a estrela, símbolo da feitiçaria.

Além dos covens, há vários grupos de estudos de wicca. A religião considera que para ser bruxa é necessário passar por uma iniciação, mas não é obrigatório filiar-se a um coven e existem muitas bruxas que se auto-iniciam.

No grupo coordenado por Leny Alves, terapeuta de vidas passadas que estuda esoterismo desde os anos 80, as aprendizes estão na faixa dos 20. Raquel de Carvalho, 24, começou sua busca espiritual aos 14, transitou pelas religiões Seicho-no-Ie, Hare Krishna (chegou a morar um ano no templo) e depois quase caiu na conversa de um “mago” de araque, que tentou seduzi-la. “Nessa época, eu fiquei desiludida e rezei para encontrar um caminho de luz.” Quando conheceu a wicca, Raquel achou que a deusa havia escutado sua prece. Improvisou a auto-iniciação em sua casa e acredita que o fato de reverenciar uma entidade feminina é a causa de seu ciclo menstrual ter se estabilizado pela primeira vez na vida e ela ter conseguido engravidar após quatro anos de tentativas. “A deusa é a própria natureza. A conexão com essa força mexe com tudo, incluindo o aspecto fisiológico.”

A necessidade de proteção é um dos temas constantes das reuniões do grupo de Leny. “A inveja é a energia negativa mais poderosa, mas só atinge pessoas vulneráveis”, diz. As bruxas usam a técnica da “blindagem”. Consiste em visualizar-se no interior de um casulo de luz azul, que protege a pessoa contra ameaças psíquicas e físicas.

Raquel, que passou pelas seitas Seicho-no-Ie e Hare Krishna antes de virar feiticeira

Fora dos encontros quinzenais, rituais e estudos ficam por conta das aprendizes. Para a webdesigner Luciana Basbaum, é melhor ser uma wicca solitária do que entrar em grupos de propósitos duvidosos. “Através da internet, já soube de um coven onde as mulheres têm que transar com o sacerdote”, denuncia.

Para os wiccanos, o melhor meio de evitar mistificações é praticar rituais públicos, como os que vêm ocorrendo em São Paulo, no Parque Ibirapuera e na Praça Benedito Calixto (mais informações no site www.abrawicca.cjb.net).

Em Brasília, a bruxa e militante ecofeminista Julia Cleto realiza, há três anos, rituais da lua cheia no Parque Sarah Kubitschek. A noite começa com uma limpeza energética com sal, água, velas e incenso. Depois as bruxas convidam as pessoas a cantar ou dançar em círculo, e, por fim, é feita a celebração —momento de “puxar a energia da lua”, erguendo os braços e mentalizando fios prateados nos dedos. “A sensação é de uma profunda religação com a natureza, o padrão energético muda e as pessoas se surpreendem com o grau de emoção e conforto”, diz Julia, uma ex-funcionária pública que nunca conseguiu explicar à sua família por que abandonou o diploma de advocacia da Faculdade São Francisco, de São Paulo, para se tornar uma sacerdotisa pagã.

 

Uma resposta para “Aprendiz de feiticeira

  1.  eu adoro ser winccano
     
     
     

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