Mulheres na fogueira

Mulheres na fogueira

 
 
 
 
 
 
 
 
 

Mulheres na Fogueira

Comandada pela Igreja Católica, a Inquisição (no período de 1200 a meados de 1800) perseguiu e matou os que eram considerados hereges. Em Portugal e Espanha os mais perseguidos foram os judeus e cristãos-novos, mas no resto da Europa cerca de 75% dos casos foram de perseguição às mulheres, a maioria acusada de bruxaria. O livro “O Malleus Maleficarum” ensinava como distinguir a mulher-bruxa: “São aquelas que têm o imundo orgasmo”. O argumento era que as mulheres copulavam com o demônio e o levavam para o corpo do homem através do ato sexual.

“A Inquisição foi um dos piores genocídios da história. Atingiu mulheres sábias, parteiras e curandeiras que manipulavam ervas e remédios. Elas detinham poder e conhecimento, e por isso foram queimadas”, conta Rose Marie Muraro, que lançou recentemente um livro sobre o tema “Textos da Fogueira” (editora Letraviva). Para Rose Marie, a opressão feminina foi fundamental para o avanço do capitalismo. “O pecado da mulher é que por meio dela emergem o amor e o prazer, que desviam o homem da sua função de guerrear, dominar e trabalhar sem parar.”

Hoje, estima-se que existam mais de 12 milhões de bruxos no mundo, com destaque para os Estados Unidos (onde a religião foi legalizada em 1986), Inglaterra, Canadá, Espanha e Portugal. No Brasil, a tentativa de organização se intensificou com a Associação Brasileira da Arte e Filosofia da Religião Wicca — Abrawicca, fundada pelo bruxo escritor Claudiney Prieto em 1996.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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